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Aliados veem 'pior semana' do governo e cobram Lula a arbitrar pressões e 'guerra' contra Haddad

Creditos: G1 Política

O
ministro da Fazenda, Fernando Haddad, enfrenta pressão tanto interna no PT quanto externa do mercado devido às dúvidas sobre o poder de realização e credibilidade da sua agenda. O presidente Lula, que o convidou em 2022, clarificou que o ministério teria autonomia, mas ele queria ter inserção nas decisões políticas e econômicas do país. Lula afirmou que seu ministro da Fazenda teria o perfil de sucesso de seu primeiro mandato e que, apesar da autonomia, quem "ganhou as eleições foi eu".

    A chave para entender a situação é que Lula 3 é diferente de Lula 1. O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), e um de seus mais próximos aliados afirmam que o atual Lula é diferente do primeiro. O Lula atual, acredita-se, não trocaria Haddad por um nome pró-mercado, apesar das pressões dos setores financeiros e empresariais. Em vez disso, ele provavelmente aumentaria a aposta e colocaria alguém mais ligado à esquerda, ao PT, alguém com um perfil de "companheiro".

    O próprio Haddad não é um jogador afinado com o mercado e não foi bem recebido por investidores quando anunciado. No entanto, conquistou a confiança desses atores e do Congresso e emplacou sua agenda em 2023. Ao contrário de Joaquim Levy, indicado por Dilma para a Fazenda no segundo mandato para tentar amenizar a crise que assolava o início daquela gestão, Haddad simboliza um projeto político e eleitoral do PT.

    Haddad é um candidato à sucessão presidencial e tem capital político. Portanto, demitir ou dispensar Haddad tem um custo político diferente de demitir ou dispensar um nome como Joaquim Levy. Além disso, o consenso em torno da pior semana do governo e outro que ganhou corpo nesse mesmo ambiente: Roberto Campos Neto, na visão de Lula e do PT, faz política no Banco Central e junto a adversários do governo, como Tarcisio de Freitas.

    Enquanto o PT se dedica a queimar seus próprios recursos, a oposição está unida e torcendo no camarote — muitas vezes com plateia de empresários e mercado financeiro — pela formação de uma tempestade perfeita no governo Lula. Haddad não precisa ser unanimidade para sobreviver e definir seu futuro político. É o presidente Lula quem tem o poder de jogar água no fogo amigo, desmentir especulações, contrariar previsões e bancar e empoderar seu ministro.

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