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Cronologia: as datas chave da tentativa de golpe de Estado para manter Bolsonaro no poder, segundo a Operação Tempo da Verdade

Creditos: G1 Política

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Operação Tempo da Verdade, autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, encontrou indícios de que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e seus aliados participaram da organização de uma tentativa de golpe de Estado para se manter no poder. As informações obtidas a partir de mandados de busca e apreensão e da delação premiada do ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, Mauro Cid, colocam o ex-presidente no centro da trama golpista. O documento encontrado na reunião de 5 de julho, que anuncia a decretação de um estado de sítio e a imposição da lei e da ordem no país, foi encontrado no notebook do ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, Mauro Cid.

    Em 2021, o inquérito para investigar a atuação de milícias digitais com o objetivo de atentar contra a democracia e o Estado democrático de direito foi aberto. Em 2022, Bolsonaro convocou ministros para uma reunião onde falou em 'virar a mesa' da eleição e Lula venceu o segundo turno das eleições e se tornou presidente do Brasil pela terceira vez. Em 11 de novembro de 2022, o coronel Bernardo Romão Corrêa Netto promoveu reunião com oficiais das Forças Especiais e enviou minuta de uma carta para pressionar o comandante do Exército. Em 9 de dezembro de 2022, Bolsonaro recebeu e devolveu minuta do golpe que prevê prisão de Moraes e novas eleições. O general Theophilo Oliveira, do Comando de Orientações Especiais, colocou tropas à disposição para o golpe.

    Em 2023, Lula tomou posse como novo presidente da República e Bolsonaro voltou ao Brasil. O TSE condenou Bolsonaro e o declarou inelegível por oito anos por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação pela realização de uma reunião com embaixadores estrangeiros no Palácio da Alvorada, na qual difamou sem provas o sistema eleitoral brasileiro. Em setembro de 2023, Mauro Cid fechou um acordo de delação premiada e a CPI dos Atos Golpistas pediu indiciamento de Bolsonaro e mais 60 pessoas.

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