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De olho na sucessão de Lira, Câmara promove retrocessos em aborto e delação

Creditos: G1 Política

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Câmara dos Deputados aprovou projetos que limitam o uso de delações e equiparam o aborto ao homicídio. A decisão foi tomada para atender os oposicionistas que desejam testar o presidente Lula. No entanto, a aprovação do regime de urgência para este tipo de projeto corta caminhos para seguir direto para o plenário, o que é absurdo. Especialistas e mulheres deveriam ser ouvidas em comissões sobre o assunto e a sociedade teria que ser consultada antes de qualquer avanço na tramitação. No caso do aborto, a mulher estuprada pode ser condenada a uma pena superior ao de seu estuprador e as principais vítimas de estupros no país, cerca de 40%, podem ser condenadas como se tivessem praticado um homicídio nas ruas se o projeto for aprovado. A expectativa é que a reação contrária leve o presidente da Câmara, Arthur Lira, a evitar colocar o projeto em votação.

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